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Por Laura Cavalcanti, psicóloga* redacao@bemleve.com.br Estamos falando de duas coisas bastante diferentes, mas que se relacionam entre si. Acreditar em si mesmo e provar ao outro que se é capaz de vivenciar esse autocrédito. É bom ressaltar que a preocupação em provar alguma coisa a alguém está sempre ligada à própria necessidade de provar a si mesmo. Você duvida da sua capacidade de emagrecer? É... é isso mesmo! Você duvida! Você é daqueles ou daquelas que tentam várias coisas mas não conclui nenhuma? Quanto tempo você persistiu em cada tentativa de emagrecer? Hum... Hum... Pouco tempo, não foi? Não se sinta mal por isso, vamos enfrentar junto o que está por trás dessa desistência, principalmente, quando estamos conseguindo um bom resultado. Na verdade o que está em jogo é o ACREDITAR / PROVAR. Todos os dois pontos giram em torno de um campo de tensão, ou seja, é se colocar na posição de fiscal e juiz para controlar os resultados. Dessa forma teremos insucesso porque diante da tensão, bloqueamos nossa criatividade e nossa espontaneidade. A pré-ocupação se volta para o medo de não corresponder às expectativas do outro. Por isso precisamos acreditar para provar ao outro que podemos emagrecer. Qual é a ameaça? Tememos perder o amor do outro. É o medo de não ser capaz de sobreviver por si mesmo e ver o outro como alimento. Nessa dinâmica estaremos sempre buscando ser uma pessoa certinha, boazinha, comportadinha, porém, encapsulada em sua própria fantasia de amor. Perdemos o autocontato e ficamos “fora de si”. Ficar fora de si é abandonar o corpo, a moradia do ser. É se colocar ao longe e permitir que qualquer outro se aposse e prescreva o direcionamento de nossa vida. Isso tudo em nome do amor... Não, isso não é amor! É apego! Apegados, controlamos e somos controlados. Giramos em torno de expectativas, em geral, expectativas frustradas. Nesse movimento rígido do controle, buscamos tensionados, alcançar nosso maior objetivo - emagrecer. Porém, o tiro sai pela culatra. O emagrecimento de fato não se estabelece. O que fazer, então? Desapego! Eis a questão! Não espere que o amor do outro venha através do apego, ao contrário, ele se afasta. Permita que o outro exerça a liberdade de ir e vir. Esse exercício de soltar o outro vai lhe trazer uma grande novidade. A sobrevivência! Quando somos crianças imaginamos que não podemos ficar sem o outro, e é verdade. Criança precisa da proteção de um adulto. Você não precisa mais, pois é um adulto e pode se proteger. Exerça o desapego e descubra sua sobrevivência sem o outro. A partir daí reconquiste sua confiança, ande com as próprias pernas, seja responsável por seu corpo e por sua vida. Agora é possível, você resgatou sua criatividade e sua espontaneidade. E para a sua surpresa... sem expectativas, surge o amor... o amor livre... o verdadeiro amor! *Laura Cavalcanti é psicóloga com especialização em análise existencial e psicoterapia breve. É formada em Relaxação Terapêutica (Método Bergès-Bounes), Teoria e Clínica Psicanalítica e Transtornos Alimentares e Obesidade. É criadora e fundadora do projeto Emagrecer dói? - Grupo de Apoio Emocional, que atende pacientes com dificuldades de emagrecimento e do projeto Aghora, que oferece atendimento especializado em Psicoterapia Breve em diversos pontos da cidade do Rio de Janeiro.
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